Blog Unicamp Ano 50



A trilha das exposições nas pegadas dos 50 anos

Upeiros conhecem, por meio de exposições e mostras, um pouco da história da Universidade

10/09/2016 - atualizado em 10/09/2016
Upeiros conhecem, por meio de exposições e mostras, um pouco da história da Universidade. Foto: Antonio Scarpinetti

Muitas exposições hoje na Unicamp de Portas Abertas (UPA) prometem atrair grande público. No centro da Univesidade, no hall de entrada da Biblioteca Central Cesar Lattes (BCCL), a mostra "Concepções" foi uma das mais procuradas nas primeiras horas da manhã. Os alunos, em fila indiana, foram conhecer como a instituição foi criada, em 1966, momento de sua estruturação pelo então reitor Zeferino Vaz. Eles souberam que a história da Unicamp foi entremeada de muitas lutas políticas e uma forte campanha para que Campinas afinal fosse um dos maiores pólos de ensino e pesquisa do país. A mostra é composta pelo acervo documental da Universidade, encomenda da comissão organizadora das comemorações dos 50 anos da Universidade, data que já está sendo festejada desde outubro passado. Conheça mais sobre a história da Unicamp.

A trajetória da Universidade é contada através de sete núcleos expositivos com textos narrativos e livros com as atas das reuniões e das páginas de jornais e revistas. Também compõem a exposição diversas imagens dos desenhos iniciais sobre como deveria ser a instituição, além de mapas, desenhos e fotografias aéreas das transformações e construções dos prédios. Saiba mais.

Essa exposição foi aberta em 2015 na Faculdade de Ciências Médicas (FCM). De 26 a 28 de setembro, uma parte dela será montada no evento Simtec (Simpósio de Profissionais da Unicamp), que será complementada com uma exposição virtual. A mostra volta à BCCL e permanece até 14 de outubro para a cerimônia de comemoração dos 50 anos da Unicamp e inauguração do hall expositivo da biblioteca. Depois será itinerante, tendo como primeiros destinos a Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp e o Centro Cultural de Limeira.

Segundo Janaína Andiara dos Santos, funcionária do Arquivo Central do Sistema de Arquivos (Siarq), essa exposição ajuda a olhar o passado e projetar o futuro. "Creio que, para os visitantes da UPA, as fotografias são o recurso visual mais apreciado, pois ajudam a visualizar o passado e são uma demonstração do que é preservar a memória institucional. Não se pode falar da Unicamp hoje sem saber como ela foi pensada, com institutos e faculdades, seus núcleos interdisciplinares de pesquisa e o todo", ressaltou.

A aluna do Instituto Federal de São Paulo, Giovana Cazaroto, 17 anos, ficou impressionada com as fotografias. Para ela, essa fotos têm um sabor que deve ser pessoalmente explorado. Ela pretende estudar aqui, mas ainda não decidiu que curso vai optar. “Agora saio daqui vendo como essa universidade é grandiosa”, expressou.

Obras raras
No terceiro piso da Biblioteca, uma outra mostra chamava estudantes do ensino médio para a exposição de Obras Raras, que neste caso aborda os 80 anos do livro Raízes do Brasil. Esse é um livro clássico escrito pelo autor Sergio Buarque de Holanda, relatando a História do Brasil, a formação do brasileiro, do seu perfil.

“Eu acredito que essa obra tem ingredientes muito interessantes que o tornaram tão famoso, tanto que foi traduzido para mais de seis línguas. Aqui criamos o ambiente do escritório do escritor e temos todas as edições de Raízes do Brasil, as traduções e os livros que o autor citou para escrever esse livro: obras do século 16, 17 e 18”, descreveu a bibliotecária Isabela Nascimento Pereira.

Sandra Carla Amyo, 17 anos, de Andradina, SP, gostou muito dessa mostra, pois ela sempre ouviu falar da família Buarque de Holanda, principalmente pelo dicionário Aurélio e pelo cantor Chico Buarque. "Vejo que o conhecimento não tem limites. Muito interessante como a teoria é feita a partir dos livros e da história que as pessoas contaram", salientou.
45 anos
A terceira exposição, no andar térreo do Instituto de Artes (IA), reúne a história desse instituto ao longo dos seus 45 anos de vida. São 23 fotografias que mostram as produções do IA através dos cursos que ele oferece de Dança, Música, Artes Visuais, Artes Cências e Midialogia. As imagens são de grupos de músicos, alunos durante atuação teatral, expressão corporal, entre outras situações. Geovana Andrieta, aluna do quarto ano de Dança, informou que o IA tem cursos muito sólidos, prova disso é a inserção de diversos ex-alunos como profissionais de destaque no mercado de trabalho, que são reconhecidos dentro e fora do país.

Galeria de fotos

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