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Unicamp 50 anos: Conversa com especialistas aproxima universidade e sociedade

20/09/2016 - atualizado em 21/09/2016
Li Li Min, professor do Departamento de Neurologia da Unicamp

Como parte das celebrações do Jubileu de Ouro da Unicamp, a Faculdade de Ciências Médicas (FCM) promoveu, na última sexta-feira (17), o evento “Conversa com o especialista”. A iniciativa integrou a programação da “Mostra 50 anos Unicamp – Ciência, Arte, Tecnologia e Inovação” e abriu a oportunidade para que a população pudesse esclarecer dúvidas variadas sobre saúde, com aqueles que mais entendem do assunto: os próprios pesquisadores.

A conversa foi organizada pelas professoras da FCM Christiane Marques do Couto e Vera Lucia Gil da Silva Lopes, respectivamente, coordenadora do curso de graduação em Fonoaudiologia e chefe do Departamento de Genética Médica, com o objetivo de proporcionar um espaço de interação dos profissionais de saúde com a população. E, além disso – acrescentou Christiane – “atrair o olhar das comunidades, interna e externa, para intervenções e resultados das diversas unidades de ensino e pesquisa da universidade”, disse Christiane.

Para o diretor da FCM Ivan Felizardo Contrera Toro é obrigação da Unicamp, enquanto universidade pública, a realização de eventos que aproximem as comunidades, científica e médica, da população. “Atividades como essa simbolizam o desejo da diretoria da FCM e da Unicamp, como um todo, de construir uma universidade que esteja mais próxima da população”, afirmou.

Na ocasião do evento, os pesquisadores Jéssica Faria de Medeiros, Luis Henrique Chequim, Li Li Min, Lilia Freire Rodrigues de Souza Li, Nilva Ferreira de Andrade e Érika Valeska da Costa esclareceram, respectivamente, dúvidas relacionadas à humanização nos serviços de saúde, implante coclear e surdez, epilepsia, uso de drogas na adolescência, sexualidade e envelhecimento ativo.

Na opinião de quem entende:

“Uma das vertentes da humanização é conhecer a história dos sujeitos. A Humanização no Sistema Único de Saúde (SUS) surgiu como um programa em 2001 e, em 2003, tornou-se uma política pública”, Jéssica Faria de Medeiros.

“A resposta do implante coclear nos pacientes surdos é muito heterogênea e depende do quadro clínico de cada paciente”, Luis Henrique Chequim.

“A grande maioria das epilepsias são de causas adquiridas. Parasitoses como a cisticercose e os acidentes de trânsito estão entre essas causas”, Li Li Min.

“Durante a gravidez as drogas atravessam a placenta, entra no feto e pode causar de má formações até predisposição ao uso de drogas na adolescência”, Lilia Freire Rodrigues de Souza Li.

“Não somos autorizados a carimbar, definir, rotular e, muito menos, desenvolver preconceitos contra a sexualidade das pessoas”, Nilva Ferreira de Andrade.

“O envelhecimento ativo está relacionado à participação do sujeito nas questões sociais, econômicas, culturais e espirituais”, Érika Valeska da Costa.

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