Mostra Unicamp 50 Anos

13/09/2016

Pesquisas na Unicamp podem produzir Biocombustível a partir do tratamento de esgotos



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.feagri.unicamp.br/portal/feagri-em-foco-2007/bioesel_cosmo_1511

13/09/2016

A Unicamp é pioneira em pesquisa de rastreamento das distâncias percorridas por atletas em competições esportivas

Quantos quilômetros os jogadores de futebol percorrem durante uma partida? Até recentemente, a resposta a esta pergunta era dada por estimativa. Não é mais. Graças a um método validado por pesquisadores da Faculdade de Educação Física (FEF) da Unicamp, esse tipo de “chute” acabou. Por meio de um sistema de rastreamento automático, os cientistas são capazes de determinar com precisão tanto a distância percorrida durante os 90 minutos quanto a velocidade e aceleração empregadas por cada um dos atletas num dado instante do jogo. “Devidamente interpretados, esses dados podem ajudar tanto na definição tática quanto na preparação física de uma equipe”, afirma o educador físico Milton Shoiti Misuta, que defendeu recentemente tese de doutorado sobre o tema. Segundo ele, embora tenha sido validado com o futebol, o método pode ser aplicado a outros esportes coletivos e até mesmo individuais.

Misuta vem trabalhando com o sistema desde a iniciação científica, sempre sob a orientação do professor Ricardo Machado Leite de Barros, da FEF. O rastreamento automático de jogadores, segundo o autor da tese, é objeto de investigação de pesquisadores tanto da área da biomecânica quanto da computação. No caso em questão, o desenvolvimento metodológico foi realizado com a colaboração de especialistas do Instituto de Computação (IC) da Unicamp. A partir da obtenção das informações relacionadas ao jogo, o estudo contou também com a cooperação de pesquisadores das áreas de matemática, estatística e bioquímica para o desenvolvimento das formas de análise.

Dito de maneira simplificada, o rastreamento automático dos esportistas segue as seguintes etapas. Primeiro, o jogo é filmado por um conjunto de quatro ou cinco câmeras, que são dispostas em pontos estratégicos do estádio ou ginásio. O autor da tese explica que os equipamentos devem ser distribuídos de modo a cobrir todo o campo ou quadra. Em seguida, as imagens são processadas no Sistema Dvideo, que foi desenvolvido no laboratório de Instrumentação para Biomecânica, para a obtenção da posição em função do tempo de todos os jogadores durante toda a partida. “A partir daí, nós fazemos as análises e calculamos a distância percorrida, as velocidades máximas e mínimas e a aceleração utilizada em cada momento do jogo”, detalha.

De acordo com Misuta, o sistema já foi aplicado em cerca de dez partidas de futebol. “Também testamos o método em jogos de futebol de cinco [praticado por deficientes visuais], rúgbi sobre cadeiras de rodas e handebol. Em todos eles o sistema se mostrou bastante confiável. Entretanto, somente no futebol foi possível rastrear automaticamente cerca de 90% dos movimentos dos atletas. Em alguns casos, parte do trabalho teve que ser feita manualmente”, observa. Questões técnicas explicam essas distinções. Um dos fatores que dificultam o rastreamento automático consiste nas situações de oclusão mútua entre jogadores. É o que normalmente acontece quando da cobrança de escanteio no futebol, ocasião em que atacantes e zagueiros ficam “embolados”. “Nesse caso, há a necessidade da intervenção do operador, que faz o rastreamento de forma manual”, diz.

No caso do rúgbi sobre cadeiras de rodas, conforme o educador físico, o índice de rastreamento automático é bem menor. “Os fatores brilho da quadra e surgimento de sombras, que estão relacionadas com a influência da iluminação, interferem na qualidade da imagem. Além disso, as cadeiras são grandes e muito parecidas umas com as outras, o que faz com que o sistema tenha dificuldade em identificar os atletas. Esse tipo de problema, porém, pode ser resolvido com o aprimoramento da ferramenta ou com a adoção de uniformes e equipamentos que diferenciem um time do outro”, assegura Misuta.

Os dados fornecidos pelo método, prossegue ele, podem ser muito úteis a treinadores e preparadores físicos, desde que sejam devidamente interpretados. “Nós apresentamos o sistema a técnicos que não demonstraram grande entusiasmo por ele. Outros, no entanto, o consideraram muito interessante. Acho que com o tempo esses profissionais perceberão a importância desse tipo de recurso, assim como já vem acontecendo na Europa”, infere o autor da tese. Para ilustrar como as informações fornecidas pelo sistema de rastreamento automático de jogadores podem ser úteis, Misuta cita o caso do preparador físico da seleção brasileira de futebol de cinco. A partir do relatório com as informações (distância percorrida, velocidade, entre outros) de todos os jogadores, o profissional redimensionou o treinamento de toda a equipe com vistas à disputa do campeonato mundial da categoria.

A informação precisa da condição física do elenco em cada etapa do treinamento, relatada o educador físico, foi fundamental para que o técnico traçasse estratégias táticas em função do condicionamento dos jogadores. “Naquele campeonato, a seleção brasileira apresentou um padrão de jogo com muita velocidade em todas as partidas e sagrou-se campeã da competição”, lembra. Informações sobre o rendimento dos atletas durante os jogos também podem ser utilizadas de outra forma, como assinala Misuta. Ao analisar o comportamento de um atacante numa determinada partida, o preparador físico pode, por hipótese, verificar que o zagueiro percorreu seis quilômetros durante o primeiro tempo e reduziu para quatro, no segundo. “Se essa mudança não tiver sido por orientação do treinador, que decidiu manter o jogador mais plantado, isso pode ser sinal de que o defensor demonstrou cansaço e que talvez seja recomendável trabalhar mais a sua resistência”, teoriza.

A tendência, reflete o pesquisador, é que o sistema de rastreamento evolua a ponto de gerar dados em tempo real. Caso isso se confirme, será possível ao treinador, por exemplo, utilizar as informações para corrigir o posicionamento ou deslocamento de um jogador com a partida em andamento. O sistema validado pelos pesquisadores da FEF não se limita à análise de atletas de esportes coletivos, como faz questão de destacar Misuta. Segundo ele, o método também pode ser aplicado a praticantes de modalidades individuais como atletismo, natação etc. “Claro que isso pode exigir alguma adaptação, mas não vejo problema em estender esse uso”, diz. O maior desafio dos cientistas envolvidos com o projeto, acredita o educador físico, será aprimorar a tecnologia para que o rastreamento automático de atletas de outros esportes alcance o mesmo índice obtido com os jogadores de futebol, algo como 90%. “Já temos gente trabalhando nesse aspecto”, revela.

Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/marco2009/ju423_pag11.php

13/09/2016

Coleta e processa por mês mais de 6.000 bolsas de sangue para atender mais de 120 municípios da região de Campinas



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.hemocentro.unicamp.br/hemocentro.php

13/09/2016

Desenvolveu um programa de computador capaz de mover um cadeira de rodas a partir de expressões faciais



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/05/unicamp-usa-expressoes-faciais-para-produzir-controle-de-cadeira-de-rodas.html

13/09/2016

Possui atendimento humanizado da mãe e do recém-nascido pelo Método Canguru



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/marco2009/ju422_pag03.php

13/09/2016

A Unicamp desenvolveu um carro movido à molécula de hidrogênio



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/veículo-elétrico-realiza-os-primeiros-testes

13/09/2016

O complexo hospitalar da Unicamp forma a maior área médico-hospitalar do interior do estado de São Paulo



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/hospitais

13/09/2016

Emprega mais de 19 mil pessoas através de suas 286 empresas-filhas ativas no mercado



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.inova.unicamp.br/noticia/3726

13/09/2016

Participou de pesquisas sobre a utilização de energia solar para aquecimento de água aplicados no programa Minha Casa Minha Vida



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.planejamento.gov.br/assuntos/investimento-e-pac/noticias/sol-aquece-agua-de-224-mil-moradias-do-mcmv-1

13/09/2016

A produção de etanol de segunda e terceira gerações a partir do bagaço da cana visando a obtenção de bioenergia

Vem aí a segunda geração do etanol



Tese de doutoramento de Sarita Cândida Rabelo, intitulada “Avaliação e otimização de pré-tratamentos e hidrólise enzimática para a produção de etanol de segunda geração”, defendida na Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp, analisou os desafios e perspectivas da produção de etanol de segunda geração no Brasil, aprofundando as avaliações de uma solução inovadora proposta no seu mestrado para a etapa do pré-tratamento. O estudo, orientado pelos professores Aline Carvalho da Costa e Rubens Maciel Filho, buscou aprimorar as etapas do processo produtivo, através do emprego de novas tecnologias. “No trabalho, nós utilizamos o conceito de biorrefinaria, cuja proposta é aproveitar os resíduos gerados pela produção do etanol celulósico para a fabricação de outros produtos, como o biogás”, explica a autora, que contou com bolsa de estudo concedida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A pesquisa de Sarita Rabelo recebeu o Prêmio Capes de Tese 2011 na área de Engenharias II.

No trabalho, Sarita Rabelo analisou três etapas da produção do etanol de segunda geração, aquele obtido a partir do bagaço de cana (biomassa): pré-tratamento, hidrólise enzimática e fermentação. Na primeira, Sarita Rabelo empregou o peróxido de hidrogênio alcalino e o hidróxido de cálcio para o pré-tratamento do bagaço. “Ambos os reagentes apresentaram bom desempenho, possibilitando a liberação de açúcares fermentescíveis [fermentáveis] a partir do bagaço de cana. Desta forma, foi possível produzir em torno de 240 a 250 litros de etanol por tonelada de biomassa, após as etapas de hidrólise e fermentação”, informa a professora Aline Carvalho da Costa. Em relação à segunda fase, Sarita Rabelo otimizou a carga enzimática e avaliou o impacto do aumento na concentração de sólidos. Na terceira, aperfeiçoou a fermentação dos licores resultantes da hidrólise. Estes estudos foram necessários para estabelecer as condições de processo.

O passo seguinte foi produzir o biogás a partir dos resíduos obtidos durante o processo. Para tanto, a lignina, uma macromolécula oriunda do bagaço, liberada no processo de pré-tratamento, foi recuperada. A etapa de produção de biogás foi realizada pela autora da tese na França, no Institut National de la Recherche Agronomique (INRA). “Essa parceria com os pesquisadores franceses, através de um projeto conjunto INRA/Fapesp, foi importante, visto que o conceito que permeou o estudo foi o do aproveitamento de todas as frações do bagaço de cana e, de um forma geral, de resíduos agrícolas. O objetivo é aproveitar ao máximo a matéria-prima e subprodutos, transformando-os em produtos úteis e de valor agregado. Com o etanol de segunda geração, este conceito é fundamental para o sucesso do processo. Há vários produtos que podem ser obtidos a partir dele”, explica a professora Aline Carvalho da Costa.

De acordo com a docente da FEQ, o etanol celulósico precisa ser competitivo se comparado à energia conseguida através da queima do bagaço, processo chamado de cogeração. “A tese da Sarita demonstrou que, para uma tonelada de bagaço, é possível produzir uma quantidade de etanol que corresponde a 33% do valor energético obtido com a queima dessa biomassa. Isso não quer dizer, porém, que a produção do álcool seja inviável economicamente. Em termos econômicos, pode ser melhor produzir etanol, embora ele proporcione menos energia em termos absolutos. Se considerarmos o aproveitamento de todos os resíduos gerados pelo processo, é possível atingir uma recuperação de energia da ordem de 65%, como demonstraram os testes realizados. Esta recuperação pode ser ainda maior se a vinhaça, outro dos subprodutos, também for usada para produzir biogás”, detalha a professora Aline Carvalho da Costa.

Segundo a professora, um ponto importante a ser considerado em relação à produção comercial do etanol de segunda geração é o preço. “Tecnicamente, nós já somos capazes de produzir o combustível em escala laboratorial. Agora, precisamos avançar em direção à escala piloto e, posteriormente, à industrial. O desafio é atingir esses objetivos com preços viáveis e mantendo os volumes já alcançados”, considera a docente da FEQ. Na opinião do professor Rubens Maciel, no campo científico os entraves a serem superados estão relacionados justamente com algumas melhorias na metodologia de produção. O desenvolvimento de processos para a produção de etanol de segunda geração, afirma, envolvem etapas que precisam ser otimizadas de forma integrada, para que haja rentabilidade econômica, atendendo aos conceitos de sustentabilidade.

Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/533/vem-ai-segunda-geracao-do-etanol

13/09/2016

Patenteou uma técnica para aderir células tronco em fios de sutura, para melhor cicatrização e regeneração em cirurgias



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/574/fio-de-sutura-com-celulas-tronco-acelera-cicatrizacao-de-feridas

13/09/2016

A Unicamp desenvolveu ferramentas para detectar fraudes e sonegação de impostos no Brasil



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: https://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/junho2006/ju327pag4a.html

13/09/2016

É pioneira na realização de cirurgias para correções de malformações no bebê ainda durante a gestação



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/nasce-beb%C3%AA-operado-na-barriga-da-m%C3%A3e

13/09/2016

Projetou um mapa tátil sonoro para auxiliar o deslocamento seguro de indivíduos com deficiência visual

13/09/2016

Possui 984 patentes vigentes em seu portfólio, das quais 125 estão licenciadas para empresas



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.inova.unicamp.br/noticia/3933

13/09/2016

Pioneira na criação de um curso de graduação na árede de Ciência da Computação no Brasil



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: https://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/maio2006/ju325pag03.html

13/09/2016

Desenvolve experimentos interativos usando artes plásticas e visuais para a popularização da ciência



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://climacom.mudancasclimaticas.net.br/

13/09/2016

A Unicamp contribuiu para o desenvolvimento de um método para redução de consumo de energia em dispositivos eletrônicos



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/558/menos-recarga-mais-vida-util

13/09/2016

Desenvolveu a primeira tabela brasileira de composição dos alimentos

13/09/2016

É referência nacional em identificação e caracterização taxonômica de micro-organismos



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2009/ju442_pag05.php

13/09/2016

A Unicamp desenvolveu o software TelEduc, usado para apoio ao ensino à distância no país e no exterior



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/teleduc-j%C3%A1-%C3%A9-usado-por-tr%C3%AAs-mil-institui%C3%A7%C3%B5es

13/09/2016

A Unicamp criou uma vaca mecânica que produz leite e carne de soja



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/novembro2003/ju238pag11.html

13/09/2016

A Unicamp é pioneira em comprovar o risco de transmissão do vírus Zika pelo sangue



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/02/unicamp-aumenta-rigor-nas-doacoes-de-sangue-por-causa-do-virus-da-zika.html

13/09/2016

Tecnologias alternativas de descontaminação e desintoxicação de água



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/sites/default/files/jornal/paginas/ju_564_pagina_04_0.pdf

13/09/2016

Desenvolve mecanismos de produções e aplicações para a área alimentícia



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.inova.unicamp.br/sici/visoes/ajax/ax_pdf_divulgacao.php?token=2cbsiF6R

13/09/2016

Realiza pesquisas sobre a população livre e escrava no Brasil colonial e imperial



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.nepo.unicamp.br/pesquisa/lp1.html

13/09/2016

Pesquisas da Unicamp ajudam a estimar muitos dos óbitos não registrados nos municípios do Brasil



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/615/mortalidade-investigada

13/09/2016

A Unicamp pesquisa técnicas e processos para caracterização, avaliação e valoração de petróleos e suas frações



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.cepetro.unicamp.br/

13/09/2016

A Unicamp possibilita a oferta aos cidadãos de energia obtida através de recursos naturais renováveis



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: https://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/junho2004/ju255pag08.html

13/09/2016

Novos materiais para controle de ruídos e vibrações que afetam o conforto e a saúde das pessoas



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.fem.unicamp.br/~lva/research_1/default.html

01/09/2016

Médicos da Unicamp abordam novas terapias na saúde (2008)



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.hc.unicamp.br/node/511

01/09/2016

Unicamp inicia sua parte no projeto da TV digital - Governo federal encomenda Canal de Interatividade e Middleware à Universidade e consorciados



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/fevereiro2005/ju278pag03.html

01/09/2016

Unicamp sobe no ranking QS



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2015/11/25/unicamp-sobe-no-ranking-qs

01/09/2016

Hospital da Unicamp atende uma área de 90 municípios e uma população superior a 5 milhões de habitantes



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/hospitais

01/09/2016

Patente visa à inclusão de usuários de cadeira de rodas



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/patente-visa-%C3%A0-inclus%C3%A3o-de-usu%C3%A1rios-de-cadeira-de-rodas

01/09/2016

Unicamp discute Reforma do Código Florestal em Fórum Permanente



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/unicamp-discute-reforma-do-c%C3%B3digo-florestal-em-f%C3%B3rum-permanente

01/09/2016

Labeurb debate resultados parciais do projeto “Enciclopédia Discursiva da Cidade"



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2013/09/24/labeurb-debate-resultados-parciais-do-projeto-enciclopedia-discursiva-da-cidade

01/09/2016

Neurologista recebe cinco prêmios por estudos em epilepsia



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/neurologista-recebe-cinco-pr%C3%AAmios-por-estudos-em-epilepsia

01/09/2016

Educador fí­sico prega projeto pedagógico ligado ao esporte



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/outubro2008/ju414_pag08b.php

01/09/2016

Na raiz dos desastres naturais e ambientais



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/602/na-raiz-dos-desastres-naturais-e-ambientais

01/09/2016

Hemocentro apresenta seu Centro de Treinamento Internacional em Hemofilia



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/hemocentro-apresenta-seu-centro-de-treinamento-internacional-em-hemofilia

01/09/2016

Hidrogel à base de biomateriais pode ser alternativa para implantes ósseos



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/marco2011/ju486_pag08.php

01/09/2016

Número de divulgadores da ciência aumenta a cada nova edição do curso de blogs



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2016/06/24/numero-de-divulgadores-da-ciencia-aumenta-cada-nova-edicao-do-curso-de-blogs

01/09/2016

Nied testa três modelos de laptop de baixo custo



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/nied-testa-tr%C3%AAs-modelos-de-laptop-de-baixo-custo

01/09/2016

FEQ aprimora processos para produção de novos fármacos e de ‘cosmefármaco’



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2009/ju443pdf/Pag03.pdf

01/09/2016

Vermifiltração é alternativa para o tratamento de esgoto



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/654/vermifiltracao-e-alternativa-para-o-tratamento-de-esgoto

01/09/2016

Curso de Música Popular, uma ousadia



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/ju339pg23.pdf

01/09/2016

Engenheiro mecânico obtém cimento ósseo ‘natural’ destinado a implantes

Uma pesquisa conduzida pela Unicamp em parceria com o Instituto de Cerâmica e Vidro de Madri, na Espanha, acaba de obter um pó com 100% de pureza, capaz de ser convertido em cimento ósseo para ser empregado em implantes. A grande vantagem é que, com este grau de pureza, a substância é absorvida totalmente pelo corpo humano para a formação de uma nova estrutura óssea. Ela atuaria como uma espécie de cimento ósseo natural. O pesquisador envolvido afirma que não há, até o momento, relatos na literatura científica que reportam a existência de um material nessas condições.
Trata-se do alfa-fosfato tricálcico (α-TCP), composto já existente até então, porém com nível de pureza baixo, o que diminuía seu desempenho como implante. O biomaterial deverá ser empregado em implantes ósseos como alternativa às ligas de aço inoxidável, titânio, cerâmicas densas, entre outros. Devido à sua biocompatibilidade, quando implantado no corpo humano, o composto serve de “alimento” para o organismo produzir um novo osso. A etapa seguinte da pesquisa, que estabeleceu um protocolo para a obtenção da substância, é desenvolver próteses personalizadas a partir do material.
“É um composto ótimo, com características perfeitas para ser utilizado em um implante porque não é necessária uma segunda cirurgia para a retirada do material. O cimento ósseo de alfa-fosfato tricálcico é feito durante o processo cirúrgico, o que diminui o tempo e os riscos da intervenção. Além disso, o material possui capacidade elevada para se adequar em qualquer cavidade, mesmo naquelas mais irregulares”, explica o engenheiro mecânico Hugo Ananias Inácio Cardoso, autor do estudo que obteve o α-TCP.
O pesquisador da Unicamp ressalta que, por enquanto, o uso do biomaterial deverá ser destinado apenas para implantes ósseos de cabeça, face e pescoço. “A sua resistência mecânica ainda impede o uso integral em uma prótese de joelho, quadril ou cotovelo, por exemplo. Portanto, nestes tipos de próteses, ele deverá ser empregado como um material auxiliar, juntamente com uma liga metálica ou cerâmica”, pondera.
A síntese do α-TCP foi desenvolvida por Hugo Cardoso como parte de sua tese de doutorado defendida junto à Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp. Ele realizou parte dos experimentos no Instituto de Cerâmica e Vidro de Madri (Instituto de Cerámica y Vidrio) por meio de doutorado sanduíche entre as duas instituições.
A instituição espanhola - vinculada ao Conselho Superior de Investigação Científica (CSIC), órgão governamental de fomento à pesquisa daquele país - está instalada no campus da Universidade Autônoma de Madri. Os trabalhos foram coordenados pela professora Cecília Amélia de Carvalho Zavaglia, do Departamento de Engenharia de Manufatura e Materiais da FEM, e pelos pesquisadores Raúl García Carrodeguas e Miguel Angel Rodriguez, da instituição madrilena.
“Apesar de o material já ser conhecido há décadas, ainda não há um consenso sobre como conduzir a reação química. Não havia um protocolo sobre isso. A literatura científica era difusa e não se sabia, até então, todos os fatores que influenciavam na síntese de α-TCP de elevada pureza. Obter este material com um nível de pureza considerado baixo prejudicaria sua reatividade e desempenho ‘in vivo’”, justifica o engenheiro mecânico.
Ele situa que os fosfatos de cálcio estão entre os substitutos ósseos mais utilizados ao redor do mundo. Isso acontece devido a sua similaridade química com a parte mineral dos ossos e excelente biocompatibilidade, caracterizada pela alta osteocondutividade, fenômeno que estimula a formação óssea no local onde o material é implantado.
Hugo Cardoso informa que os estudos também foram desenvolvidos no âmbito do Laboratório de Biomecânica da FEM; do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Biofabricação (Biofabris), instalado na Unicamp; e da Rede Iberoamericana de Biofabricação. A pesquisa foi financiada, no Brasil, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e, na Espanha, pela Fundação Carolina.

Fosfato tricálcico
O fosfato tricálcico, uma combinação de compostos de cálcio e fosfato, possui duas fases estáveis em temperatura ambiente - a alfa e a beta. Estas fases, possíveis de se obter via reação de estado sólido, apresentam características diferentes entre si, especifica o engenheiro mecânico, que desenvolve pesquisas sobre o assunto desde 2009, data em que iniciou seu mestrado na FEM.
“O material alfa se transforma no corpo humano, quando em contato com água, em hidroxiapatita deficiente em cálcio, substância muito similar a nossa fase mineral óssea. Portanto, depois de algum tempo, a hidroxiapatita vai ser utilizada pelo nosso próprio corpo para formar um novo tecido. Isso acontece porque o nosso osso não é tão deficiente em cálcio quanto esta substância. O nosso osso começa a fagocitar este material para formar um osso novo, que vai surgindo à medida que o material vai embora.”

Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/597/engenheiro-mecanico-obtem-cimento-osseo-natural-destinado-implantes

01/09/2016

Um prêmio à humanização do parto



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/marco2009/ju422_pag03.php

01/09/2016

Unicamp inova na área do esporte paralímpico



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://rogeriosilveira.jor.br/2016/06/unicamp-inova-na-area-do-esporte-paralimpico/

01/09/2016

Sobre a percepção pública da ciência



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/julho2008/ju402pag17.html

01/09/2016

Cepetro da Unicamp é eleito polo inovador de tecnologia para exploração do pré-sal

É de interesse da Petrobras que o Centro de Estudos de Petróleo (Cepetro) da Unicamp se torne polo inovador em tecnologias visando à produção na camada pré-sal, que apresenta características bastante peculiares. “Teremos que produzir óleo em carbonatos, a grandes profundidades e em reservatórios bastante heterogêneos. A Petrobras não encontraria tecnologias para essas condições mesmo no exterior. Ao invés de esperar que outros países o façam para depois nos vender, vamos desenvolver a tecnologia em nosso país. A pesquisa nessa área vive um momento muito interessante”, afirma o professor Osvair Vidal Trevisan, diretor do Cepetro.

A Petrobras apoiou a criação do Cepetro em 1987, elegendo-o parceiro preferencial no âmbito acadêmico. “Trata-se de um centro multidisciplinar cuja missão é promover a interface da Universidade com a indústria da área do petróleo. Atualmente, temos cerca de 70 contratos em vigência com a indústria, envolvendo recursos da ordem de R$ 37 milhões. Participam dos projetos perto de 50 professores de diversas faculdades e institutos da Unicamp, além de 78 pesquisadores contratados”, informa Trevisan.

Segundo o diretor, já estão em andamento pelo menos sete linhas de pesquisa voltadas à exploração na camada pré-sal, relacionadas principalmente com a retirada do petróleo a 8.000 metros da superfície da água e com a caracterização das rochas (carbonatos). “Há muito a pensar em termos de estratégias de produção, como a quantidade e as características dos poços a perfurar. Serão poços de altíssima produção, mas que apresentam certas dificuldades em relação a escoamento, como o elevado contato com a rocha. Estudar alternativas é uma questão crucial, que já estamos investigando”.

Osvair Trevisan adianta que o trabalho de simulação das condições dos reservatórios deve permitir, por exemplo, o aproveitamento da grande proporção de dióxido de carbono (CO2) que eles contêm, em benefício da produção. “Quando produzido e descartado, o CO2 vira problema ambiental. Entretanto, depois de separado na superfície, ele pode ser reinjetado no reservatório para aumentar a pressão e facilitar o escoamento, graças a certas propriedades do gás, como a admissibilidade com o óleo”.

O processo parece simples em tese, mas exigirá muita engenharia, a começar pela separação, recondicionamento e pressurização do gás para enviá-lo até o reservatório, como observa o professor da Unicamp. “Lá dentro, o CO2 vai interagir com o carbonato (que é sal) e com o óleo. Também teremos que estudar esse comportamento termodinâmico, havendo ainda a reação do próprio óleo com a água natural. Tudo isso pode levar à formação de ácidos capazes de corroer tubulações e válvulas”.

O diretor do Cepetro explica que a exploração pede ainda conhecimentos da geofísica, visto que a camada de sal funciona como um espelho contra a penetração de ondas acústicas, o que dificulta o estudo preciso da sua espessura e das condições encontradas abaixo dela. “Outra questão é a deposição de parafinas presentes do óleo. A oito mil metros, a temperatura do óleo é de 60 ou 70 graus, mas ao escoar pelas tubulações ele sofre um resfriamento brutal (com a água a quatro graus) e a parafina se solidifica. Entre as soluções possíveis estão o aquecimento das tubulações, o reforço do isolamento térmico e o uso de compostos químicos que solubilizem a parafina”.

Demanda por pesquisas
De acordo com Trevisan, as pesquisas na área de petróleo que começam a ser realizadas agora, certamente, continuarão pelas próximas décadas. “No momento, a Petrobras está testando os poços do pré-sal, com início da produção previsto para 2014 ou 2015, atingindo o pico por volta de 2025. Problemas estarão presentes até esse pico, na procura de poços, instalação de linhas e montagem de plataformas – é a típica fase de implantação de novas tecnologias”.

O professor atenta que as pesquisas não irão parar mesmo depois de 2025, quando a produção dos poços passará a declinar, como manda a lei da natureza em relação aos recursos não-renováveis. “Aí vem todo o esforço para manter a curva de produção no alto. Genericamente, temos três fases de recuperação: a primária, quando o reservatório ainda está pressurizado, com o uso de técnicas para aproveitar aquela energia e trazer óleo até a superfície; a secundária, injetando fluidos como gás ou água para repressurizar o reservatório; e a terciária, injetando vapor, polímero ou produtos químicos para separar o óleo da rocha e da água, facilitando sua saída”.

Osvair Trevisan observa que os técnicos já não utilizam tanto esta nomenclatura para as fases de recuperação dos poços – primária, secundária e terciária – devido à associação com o período cronológico. “Dependendo das circunstâncias, é possível inverter a ordem. Para o pré-sal, já se fala em antecipar a recuperação terciária, injetando CO2 ao invés de água, a fim de solubilizar o óleo; como a água não possui boa interação com o óleo, seria perda de tempo, energia e recursos. Fato é que, como um poço possui vida útil de 30 ou 40 anos, estaremos produzindo óleo no pré-sal pelo menos até 2050”.

Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/cepetro-da-unicamp-%C3%A9-eleito-polo-inovador-de-tecnologia-para-explora%C3%A7%C3%A3o-do-pr%C3%A9-sal

01/09/2016

A Unicamp desenvolve estratégias para expandir a divulgação das revistas científicas e melhorar a comunicação com a sociedade



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://periodicos.sbu.unicamp.br/wp/

01/09/2016

Sistema facilita a comunicação com surdo e deficiente auditivo



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/614/sistema-facilita-comunicacao-com-surdo-e-deficiente-auditivo

01/09/2016

Hemocentro comemora 20 anos de transplantes de medula óssea



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/581/hemocentro-comemora-20-anos-de-transplantes-de-medula-ossea

01/09/2016

Pagu promove seminário internacional para marcar seus 20 anos de atividades



Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2014/09/10/pagu-promove-seminario-internacional-para-marcar-seus-20-anos-de-atividades

21/03/2016

A Unicamp criou uma técnica inédita no país que detecta tumores cerebrais em crianças

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Química (IQ) da Unicamp e do Centro Infantil Boldrini, de Campinas (SP), conseguiu identificar, classificar e mapear tumores cerebrais de crianças e adolescentes por meio de técnicas de Espectrometria de Massas via Desorção/Ionização em Condições Ambientais (DESI e EASI). Conforme o grupo de cientistas envolvidos, existem trabalhos recentes semelhantes nos Estados Unidos (EUA), mas no Brasil o feito é inédito.

O grande diferencial da técnica é a possibilidade do diagnóstico em nível molecular, muito mais moderno e avançado que o diagnóstico anatomopatológico, procedimento convencional que utiliza a microscopia óptica e exames complementares para analisar a morfologia (forma) dos tecidos e a estrutura das células (citologia).

De acordo com os pesquisadores, a técnica pode ser associada às análises morfológicas e citológicas, permitindo um diagnóstico mais preciso e em tempo real, durante o procedimento cirúrgico. Além disso, no caso das neoplasias, o diagnóstico rápido e preciso torna-se fundamental para a condução do caso clínico de modo a definir a programação terapêutica adequada para cada tipo de tumor. A expectativa com o trabalho é aumentar a precisão nas cirurgias e reduzir o risco de mortes e sequelas, além de acelerar o processo de recuperação dos pacientes.

“Com um pequeno fragmento do tecido sobre uma lâmina, nós fazemos uma espécie de escaneamento químico, sem nenhum preparo na amostra. Este escaneamento detecta os componentes químicos que estão presentes ali: lipídios, proteínas e peptídeos. Portanto, quando o scanner passa sobre a superfície de um tecido sadio, o perfil químico será de um tecido sadio. Quando passa sobre um tumor, o perfil muda drasticamente”, explica o coordenador dos trabalhos, o professor Marcos Nogueira Eberlin, do Laboratório ThoMSon de Espectrometria de Massas, vinculado ao IQ.

Esta diferença entre tumores e células sadias ou tumores malignos e benignos nem sempre é perceptível pelas análises morfológicas uma vez que muitas neoplasias têm a morfologia muito similar. O docente do IQ acrescenta que um patologista, pelo método convencional, usa as ferramentas que ele tem disponível há bastante tempo para saber se há tumor e qual o seu tipo.

“Assim, ele faz tingimentos, olha no microscópio e analisa a morfologia, utilizando toda sua experiência. Mas isto nem sempre é preciso. Esta nossa técnica se associa ao diagnóstico morfológico e citológico, permitindo uma análise muito mais precisa. O perfil molecular fornece a distribuição do tumor com uma precisão que nunca tinha sido alcançada. Se os marcadores moleculares da doença estão lá no tecido, tem câncer. Se não há marcadores, não tem neoplasia. O impacto disso numa cirurgia de altíssimo risco, envolvendo o cérebro humano, é muito grande”, dimensiona Marcos Eberlin.

As pesquisas envolveram a participação da médica Izilda Aparecida Cardinalli, patologista do Centro Infantil Boldrini e dos pesquisadores da Unicamp, Pedro Henrique Vendramini, Célio Fernando Figueiredo Angolini e Nicolas Vilczaki Schwab, todos do Laboratório ThoMSon. Os trabalhos na Unicamp são financiados por meio de projeto temático da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A médica patologista do Boldrini cita referências de 2007 da Organização Mundial de Saúde (OMS), apontando que os tumores primários de Sistema Nervoso Central (SNC) exibem um amplo espectro de subtipos histológicos. De acordo com as informações da OMS estes tipos de tumores representam um verdadeiro desafio na reprodutibilidade do diagnóstico, sendo capazes de gerar discordâncias em até 30% dos casos, mesmo entre os mais experientes neuropatologistas.

“Somente com a microscopia óptica é muito difícil fazer o diagnóstico dos tumores. Mesmo para os patologistas mais experientes é um desafio. Agora, com esta técnica, será possível fazer um diagnóstico diferencial, mais exato e completo, no nível molecular, somando ao diagnóstico convencional já existente”, reconhece Izilda Cardinalli, que possui doutorado pela Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp.

Ela exemplifica, citando a dificuldade do diagnóstico convencional especificamente em gliomas, tumores comuns em crianças e adolescentes. “É difícil até saber o que é tumor e separá-lo do tecido normal. Portanto, um desafio é o cirurgião saber até onde ele pode retirar o tumor. E você imagina o risco disso no cérebro humano.”

A médica esclarece que a técnica utilizada permite, assim como o diagnóstico convencional, uma análise em tempo real, no momento em que a cirurgia ocorre. Isso será possível no Centro Boldrini graças à liberação de R$ 1,3 milhão pela Secretaria Executiva do Ministério da Saúde para a compra de um espectrômetro de massas. Assim, por meio deste equipamento e de um software, será possível analisar com nitidez, pela tela do computador, os fragmentos do tecido cerebral, durante o procedimento cirúrgico.

“Nós conseguimos a verba por meio de um projeto apresentado junto ao Ministério da Saúde. Para a pesquisa, nós trazíamos as amostras pós-cirúrgicas para a Unicamp. Com o equipamento, que deve ser adquirido em breve, nós vamos fazer o diagnóstico no Boldrini em tempo real”, informa Izilda Cardinalli. Neste ponto, o professor Marcos Eberlin ressalta que o Centro Boldrini tem duas peculiaridades que estimularam ainda mais a parceria para a pesquisa: a assistência às crianças e adolescentes e o atendimento majoritário a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Banco de dados

O pesquisador Pedro Henrique Vendramini explica que cada neoplasia possui um espectro característico devido a marcadores moleculares próprios. Este espectro característico possui uma espécie de representação em duas dimensões do marcador molecular, também chamada de imageamento. O grupo da Unicamp está “mapeando” estes espectros característicos, que vão para um banco de dados do software do equipamento.

“Já temos mais de 20 tipos e graus de neoplasias cerebrais mapeadas. Eu tiro um espectro, e esse espectro pode ser de um tecido saudável, de um tecido doente, de necrose, portanto, eu não sei o que este espectro é. Mas os patologistas, com os seus conhecimentos, a partir da imagem gerada pelo espectro, atrelam o espectro ao tipo de tumor: ‘isso é uma neoplasia, isso é necrose, aqui é tecido saudável.’ São com essas informações que estamos montando um banco de dados, que será muito útil para otimizar o diagnóstico”, informa o estudioso, que conduz estudo de mestrado sobre o tema.

“Quando você usa uma técnica instrumental como essa, o conhecimento vai sendo acumulado no software. Você imagina, pela técnica convencional, a dificuldade de um patologista recém-formado sem experiência? Portanto, este patologista novo, se ele sabe usar bem aquela ferramenta, ele terá nela todo o conhecimento acumulado por décadas ao seu dispor, e a possibilidade de erro torna-se cada vez menor”, complementa o professor Marcos Eberlin.

Técnica

O docente da Unicamp situa que a espectrometria de massas sofreu uma revolução no começo dos anos de 1990 e, a partir de então, o que era uma técnica restrita se tornou mais ampla. Ele relata que no laboratório ThoMSon há trabalhos envolvendo diversas frentes.
“Temos parcerias com o Caism/ Hospital da Mulher para o diagnóstico do câncer de mama e câncer de colo de útero. Com o A. C. Camargo nós também estamos trabalhando no câncer de mama. Com a Faculdade de Ciências Médicas (FCM) e Hospital de Clínicas (HC), aqui da Unicamp, temos colaborações para a detecção do câncer de pulmão”, descreve.

Ainda conforme Marcos Eberlin há parcerias para estudos envolvendo outros tipos de doenças, como a leishmaniose, junto com pesquisadores do Instituto de Biologia da Unicamp. “Temos, além disso, um estudo que conseguiu tipificar vários tipos de fungos, como os que causam a vassoura-de-bruxa, doença que atinge os cacaueiros da Bahia. A técnica que aplicamos aos tumores pode, portanto, ser aplicada em vários outros diagnósticos clínicos”, exemplifica.

Eberlin, que atua há mais 20 anos na área, explica que a técnica de espectrometria de massas detecta e identifica, com muita eficiência, moléculas de interesse por meio da medição da razão “massa sobre carga” (m/z) e da caracterização de sua estrutura química. “A segunda grande revolução nesta área veio a partir de 2004 com as técnicas que permitem analisar diretamente a amostra, com a EASI-MS, com nenhum ou pouco preparo. É o que chamamos de espectrometria de massas em condições ambientais ou ambient mass spectrometry.”

O professor informa que uma das técnicas de ambient mass spectrometry foi desenvolvida no Laboratório ThoMSon, fundado e coordenado por ele. Trata-se da Easy Ambient Sonicspray Ionization (EASI-MS). “Esta técnica é hoje, talvez, a mais eficiente e utilizada na área. Mas nunca ninguém tinha empregado estas técnicas para o diagnóstico de neoplasias. Foi Lívia Eberlin, minha filha graduada pela Unicamp, a primeira pesquisadora no mundo a colocar um espectrômetro de massas numa sala cirúrgica e usar estas técnicas para o diagnóstico de tumores. Ela fez isso no hospital da escola de medicina de Harvard e Stanford, recebendo diversos prêmios. Agora, além dessas universidades americanas, o Boldrini vai contar com um espectrômetro de massas na sua sala cirúrgica. O primeiro a ser dedicado aos tumores infantis. Isso será certamente pioneiro e um grande feito para o Brasil.”

Texto: Silvio Anunciação
Fotos: Antoninho Perri
Edição de Imagens: André Vieira


Reportagem republicada para fazer parte das comemorações dos 50 anos da Unicamp.

Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/650/tecnica-inedita-no-pais-detecta-tumores-cerebrais-em-criancas